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...borboletas nascem da noite e morrem com abraços vazios...

sábado, 24 de julho de 2010

A Nuvem...


Queria ter meu coração retirado,
Meus pulmões perfurados
E tudo o que é carne e osso
Não sendo interno como é,

Isso para que eu fosse preenchida,
De preferência com gás hélio,
Para somente flutuar
Como um fantasma sem dono.

Não, não queria morrer,
Só queria ter o suco de minha pele branca
Transformado e misturado no azul do céu
E quando fosse o momento,
Eu poderia me desmanchar em lágrimas
E ajudar na reprodução de tulipas,
Que só nascem uma vez ao ano.

Enfim, mesmo não gostando de ser olhada por todos,
Todos poderiam me ver
Não fazendo medidas sobre mim,
Mas pensando no caso
"Será que vai chover?"

Desse modo, eu bailaria pelo céu,
Fazendo do sol meu holofote,
E mostrando minhas veias,como raios
Esquecendo-me do anoitecer.

Depois, poderia ser levada pelo vento
Ou por alguma brisa, calma e justa,
Para algum lugar magnífico feito de sonhos
Onde me esconderia entre os braços feitos de neblina.

Fechando meus olhos, então,
Apenas continuaria a viver
Como se vive uma nuvem.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ladra de Sorrisos...


Um anjo bateu na janela,
A menina sorriu
E perdeu seu sorriso.
A camisola tornou-se um sussuro,
Abriu a janela e virou um vento
Soprando sonhos de anjos
E roubando sorrisos de meninas
Mas nunca encontrou o seu...

quarta-feira, 21 de julho de 2010




tonight I´m nothing...
I´m not with me,
so I´m lost
I´m not with him
Who can I trust?
Everybody´s sleeping...
My skin is cold...
Nobody´s listening me
My heart is old
and stop beating
tonight I´m nothing

terça-feira, 13 de julho de 2010



Boa madrugada...
Devo dizer que estou feliz com tudo o que há ao meu redor, pois tenho pais maravilhosos, uma familia em harmonia, amigos com que posso contar, um colégio em que adoro estudar, e sei que sempre terei oportunidades na vida das quais serão sempre bem-vindas, e de que nunca abrirei mão...
Só que minha subjetividade se choca comigo, me fazendo cada vez mais refletir, e também, escrever...
Não importa a minha idade, nem como sou fisicamente, mas sim, as frases que flutuam dentro do meu cérebro, e as inquietantes pequenas coisas que vivem em meu interior, provocando dores de estômago, e construindo em minha mente imagens que me fazem querer chorar ou voar (ou os dois) e que ficam gravadas, em forma de sonhos sem pé nem cabeça que tornam-se repetitivos...
Filmes e frases alheias ajudam nessa fábrica de historinhas malucas que seguem...
Músicas tristes, alegres, bonitinhas, estúpidas, sem noção...
Os cabelos tornam-se cortinas...
Os olhos, telescópios diminutos...
As costelas um desenho que se apaga sozinho
As veias, pequenas ruas que formam mapas infinitos, que passam por um pequeno coração...