
-Deite-se em mim- disse ela,
E eu calmo pari a semente que faria de mim seu escravo
Eterno escravo sem dono, sem paradeiro
E ela ria com sua maldade inocente
Provando de meu suor e fazendo-me ouvir sua risada intocada..
Deitei-me e ela fugiu como quem não quisesse mais nada
A partir dali, me transformei num manto
Abandonado e pisado por todos,
Dando vidas e recebendo gritos
Que me ensurdeceram e me deixaram morto
Como a risada dela.
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